Calda de tiririca como enraizador

Este artigo não se trata do comediante/político e sim da Cyperus rotundus, ela também é conhecida como junça ou barba-de-bode, é uma planta originária da Ásia, mais provavelmente da Índia.

É considerada uma das espécies vegetais com maior amplitude de distribuição no mundo, está presente em todos os países de clima tropical e sub-tropical  e em muitos de clima temperado.

Apesar de se multiplicar por sementes, a principal forma de multiplicação é através dos bulbos (raízes tuberosas) que se encontram sob a terra, apenas 5% das sementes são viáveis. Por esse motivo arrancar a planta e deixar parte de seu sistema radicular no solo não acaba com a infestação, por isso é considerada uma praga difícil de se extinguir.

Mas ela também possui um aspecto muito proveitoso, Seus tubérculos possuem substâncias que apresentam atividade alelopática (a capacidade de as plantas, superiores ou inferiores, produzirem substâncias químicas que, liberadas no ambiente de outras, influenciam de forma favorável ou desfavorável o seu desenvolvimento) frente a algumas espécies cultivadas, mas existem referências que afirmam que essas mesmas substâncias atuam como sinergistas do ácido indol acético (IAA) podendo ser utilizadas na indução de raízes em estacas.

Ou seja, ela possui substâncias em seus bulbos que estimulam a formação de raízes em estacas e alporques, e podem e contribuem no desenvolvimento das plantas.

Calda de tiririca

Para elaborar a calda utilize os bulbos da planta, lave-os com água e sabão neutro e deixe secar ao sol sobre uma folha de papel, depois bata no liquidificar com água potável, a proporção é de 50 a 200g de bulbo de tiririca para cada litro de água.

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Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cyperus_rotundus

http://www.eventosufrpe.com.br/jepex2009/cd/resumos/R0597-1.pdf

 

Mantendo a umidade em mames

Mames são bonsai muito pequenos, e com tão pouco substrato é fácil que ele se seque mesmo regando duas ou mais vezes ao dia, para evitar esse tipo de problema, existem algumas soluções, vou postar aqui algo que estou experimentando.

Basicamente estou usando uma bandeja cascalho fino de basalto, escolhi basalto por causa da cor para ficar discreto, mas poderia ser usado areia grossa por exemplo.


Nos vasos estou utilizando tiras de flanela inseridos pelo orifícios de drenagem, a idéia aqui é que a flanela absorva a água na tigela com o basalto e a leve lentamente para dentro do vaso conforme ele for secando.

Agora basta colocar os vasos na bandeja e regar, mantendo a areia de basalto umida assim como os vasinhos.

Dica – Porta adubos

Quando se coloca o adubo diretamente no solo alguns problemas ocorrem, primeiramente a estética fica prejudicada pois muitos adubos se parecem com sujeira por ser bastante diferente do substrato, e mesmo o osmocote fica estranho pois bolinhas amarelas não parecem naturais no substrato.

Em segundo lugar não é nada prático, dependendo da forma que se joga água sobre o substrato o adubo respinga para fora do vaso e assim parte dele é desperdiçado.

Outro problema é quando se aduba um vaso com musgo, quando se joga o adubo sobre o musgo ele acaba por secar pelo excesso de nitrogênio, quando se usa um porta adubo pode-se mudar a posição do adubo constantemente reduzindo esse problema.

A dica aqui é utilizar saquinhos de chá como porta adubos, basta retirar o conteúdo do saquinho e substituir pelo adubo de sua preferência, e amarrar novamente a boca do saquinho.

Saquinho de chá com osmocote.
Saquinho de chá com osmocote.

Até mesmo adubos que geralmente tem cheiro forte tem o cheiro atenuado, como é o caso da farinha de osso. Toda vez que rego os vasos eu troco de posição os saquinhos.

Saquinho de chá com farinha de osso.