RIP Peter Adams

Hoje fiquei sabendo do falecimento de um dos granes nomes do bonsai internacional, Peter Adams era um artista muito completo, conhecia e difundia a arte por todo mundo, possuía mais de 50 anos de experiência na área de bonsai. Pós-Graduado em finas artes pela Royal Academy de Londres era professor de artes e autor de vários livros populares de bonsai. Ele faleceu no dia 24 de novembro 2013.

PeterAdams

Mais sobre Peter Adams.

Telhados em Nova York

Eu vi essas fotos no AcidCow e achei bem interessante, em parte porque sou um bonsaista de apartamento, e também porque nos grandes centros estamos sempre distantes da natureza.

Eu já havia lido sobre os grandes centros urbanos nos EUA, como no caso de NY, estarem substituindo as antigas pinturas de piches nas coberturas de prédios por um impermeabilizante branco, a idéia é que a cor clara reflete de volta para o espaço parte da radiação solar que incide sobre a cidade, o efeito disso é a baixa nas médias de temperaturas da cidade que economiza energia gasta para refrigerar os edifícios.

Antiga cobertura escura

 

Substituindo pintura por material branco.

Mas pelo que percebi pesquisando sobre o assunto é que uma moda surgiu na cidade, a criação de jardins nestas coberturas, as grandes superfícies cobertas de plantas faz o mesmo efeito da tinta branca, e ainda ajudam a melhorar a qualidade do ar e umidade do ar.

Estou aqui na torcida para que essa moda pegue no Brasil também!

Esgotando o planeta

Estou lendo um livro de Pierluigi Piazzi que se chama Aprendendo Inteligência, este livro vale muito apena ler, principalmente para os adolescentes, é curtinho e fácil mas mesmo assim uma mensagem ponderosa.

O que me motivou a escrever esse post foi uma alegoria que ele descreveu no livro com base nos estudos de Thomas Malthus, um economista britânico considerado pai da demografia.

Segundo o pensamento de Malthus, qualquer melhoria no padrão de vida de grande massa é temporária, pois ela ocasiona um inevitável aumento da população, que acaba impedindo qualquer possibilidade de melhoria, segundo Malthus:

A população, quando não é controlada, aumenta geometricamente. Os recursos de subsistência só crescem aritmeticamente.

Em consequência, o número de habitantes ultrapassaria, cedo ou tarde, a quantidade de alimentos necessária para mantê-los.

A alegoria que comentei no início desse post diz o seguinte: Imagine uma garrafa cheia com um líquido nutritivo, e um micróbio cai dentro dessa garrafa por volta da meia noite. Neste meio propício ele começa a se multiplicar, a cada minuto a população dobra, num minuto de 1 se tem 2, depois de mais um minuto se tem 4, no próximo minuto 8 e assim por diante.

Ao se passar 4 horas desde a contaminação da garrafa, ou seja, as quatro horas da manhã a garrafa está até a metade de micróbios e metade do liquido nutritivo foi consumido, quanto tempo levará para a garrafa se encher de micróbios e esgotar o líquido?

Se você respondeu mais quatro horas, como somos induzidos a pensar, sua resposta está errada, em apenas mais um minuto para se encher de micróbios e esgotar os recursos nutritivos dela.

As quatro horas da manhã um micróbio político poderia fazer um discurso dizendo que a população esta OK, que demoraram muitas gerações para chegar aquela gigantesca população, e que levariam muitas gerações mais para uma catástrofe e que os micróbios ambientalistas são uns lunáticos exagerados, portanto ninguém deveria se preocupar… e dois ou três minutos depois todos estariam mortos por falta de recursos.

Você deve ter ouvido que a população mundial de humanos chegou recentemente a marca de 7 bilhões, muita gente comemorando isso e aparentemente somente eu lamentando… Se essa população fosse hoje digamos 10 vezes menor, teríamos recursos como saneamento básico, eletricidade, hospitais, habitação, etc, disponíveis para todos. Sei que é uma visão simplista, porém não menos realista.

Vendo esse gráfico abaixo (clique para ampliar), podemos perceber quão rápido estamos esgotando nossa garrafa.

 

Segundo o Greenpeace, se todos os habitantes da terra consumir recursos como os indianos nosso planeta será suficiente por um bom tempo ainda, porém se levar o estilo de vida dos americanos, 5 planetas como o nosso seriam necessários agora mesmo.

Bem, eu não quero ser um eco-chato, mas vou deixar um vídeo que acho pertinente para que a gente repense a nossas atitudes consumista e onde tudo isso vai nos levar, o vídeo está em inglês mas tem legenda em português (Brasil).

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Maldita mente descontínua

Eu fiz um post aqui no blog  sobre a Alegoria da Caverna de Platão aplicada a bonsai que o Walter Pall falou em vídeo. E pensando sobre a questão de como os bonsai evoluíram de imitações das grandes árvores para os diversos estilos de bonsai, eu me deparo com o problema que nós, pessoas comuns, temos em analisar a evolução das coisas.

Isso se deve a nossa mente descontínua, resumindo é  a nossa dificuldade de imaginar ou enxergar processos que levam muito tempo, ou muito pouco tempo, ou coisas muito grandes ou ainda coisas muito pequenas. Por exemplo,  a sequencia de desenvolvimento de uma planta, o envelhecimento de uma pessoa, os vários tons de cinza entre o branco e preto… para você entender melhor o que é isso, recomendo este vídeo. Continue reading Maldita mente descontínua

Alegoria da Caverna de Platão

Hoje assisti a esse vídeo da Academia Internacional de Bonsai onde Walter Pall fala sobre a Alegoria da Caverna de Platão explica a ideia em termos de bonsai, vou escrever um pouco a esse respeito usando as ideias deles para quem não conseguir entender o vídeo que está em inglês (sem legendas infelizmente).

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Para começar, se você não conhece a Alegoria da Caverna de Platão, eu aconselho que você leia um pouco sobre esse assunto, pode ser o resumão que tem na wikipedia mesmo, apenas para não precisar escrever aqui a parábola original.

Imagine que em uma caverna existam pessoas que nasceram e viveram alí durante toda vida, eles estão acorrentados de costas para a entrada da caverna e não podem se mover, de forma que tudo o que eles vem são as sombras projetadas na parede do fundo da caverna que são projetadas pela luz que entra de traz dos prisioneiros. Continue reading Alegoria da Caverna de Platão